quarta-feira, 13 de outubro de 2010

I'm getting nervous

Falta um mês.

A coisa começa a tomar forma na sua cabeça quando falta um mês. Eu achava mesmo que queria voltar pro Brasil, que as saudades estavam apertando, mas agora tudo muda de figura. Explico:

As coisas na escola nunca estiveram bem. Agora elas estão melhores, o que não significa muita coisa. A notícia boa é que depois dessa semana, faltarão só 7 dias de aula, e vários dos professores vão estar viajando com a turma abaixo. LEIA-SE, horas livres e tempo pra dormir!
Eu já perdi as contas do que escrevi e do que não escrevi e de quantas semanas passaram, mas vou falar mesmo sobre os weekends.
Era uma vez um aniversário que foi comemorado em Groningen, com uma boneca inflável, filme de terror russo e confusão. Sem contar que foi o final de semana da depressão, já que entendemos que nosso tempo chegou ao fim e sabe-se lá quando vamos nos encontrar de novo. Foi uma despedida meio deprê, dessas que não são definitivas, mas todo mundo sabe que duas semanas demoram pra passar, e são só um presságio de que o que vem por aí vai doer muito mais.

Na sexta seguinte cheguei em casa e em 5 minutos estava na estação de trem. Destino: Coevorden. Aniversário das colega holandesa que dão festa com tema de Playboy. Recebi o convite com um coelho e uma Pin-up na frente e pensei 'isso não vai dar certo'. Eu tentei, mas minha cabeça não funciona de acordo com a holandesa e o que eu achei que estava no tema era na verdade porra nenhuma.
Não importa. Foram milhões de abraços e fofocas mil. A gente sabe que sexta feira é só alegria.
Dormi na casa de duas amigas gêmeas e no dia seguinte fui até a cidade encontrar outras. Compras, comida, fofoca. O de sempre, comer, rezar e amar!
Sábado a noite recebi uma carona pra visitar os amigos que não se integram. É morrer de amor por um quarto apertado e fedido, com um computador, uma TV e uma cama, além de 8 pessoas [de estatura holandesa] que tentam se espremer e ignorar toda a situação pra poder conversar. Eis a prova de que não precisa muito pra conseguir uma noite épica, mas jogar Pokemon Stadium é indispensável.
Domingo, como sempre, o dia de chorar. Voltei pra casa na bipolaridade esquizofrênica que já me acostumei, pra enfrentar outra semana de tédio e expectativa.

O final de semana seguinte não me arrisco a contar. Mando um e-mail daqueles mais tarde, já que foi questão de quebrar regras [várias delas] e eu aprendi do jeito errado que não se coloca tudo na internet.

Hoje, quarta feira 13, fiz uma apresentação épica sobre o Brasil, com direito ao é o tchan e tudo! Um fato notável sobre esse lugar é que todas as pessoas aqui se parecem com alguma celebridade. Já achei Beto Bruno, John Lennon, Jack Black, William Becket e so on. Certos passatempos não exigem nada além da imaginação de uma brasileira entediada.
E agora me encontro no meio da semana, esperando a sexta feira pra poder ver os brasileiros de novo e já logo me despedir de verdade de um deles. Guenta, coração, não acredito que já estamos no fim do ano.
Não acredito que já estou me preocupando com fazer malas. É o tipo de data que você achou que NUNCA chegaria, como o aniversário de 18 anos ou terminar o colégio. Acontece com os outros, mas não comigo. Meio surreal sentir a vida começar.

Pois eis que chega roda viva e carrega a roseira pra lá [e minha filosófica depressão também]

beijos de uma suicida em potêncial

Nenhum comentário:

Postar um comentário