segunda feira de férias, com chuva e resfriado.
Para não acumular muita coisa pra contar, vou falar dos meus dois últimos finais de semana, que foram...não sei bem o que eles foram.
enfim:
último final de semana de maio, juntamos as mãos e fomos, em família [tios e prima] ao Pink Pop. Festival de música de três dias, daqueles que você acampa, morre de frio, não toma banho,não vai no banheiro, só come batata frita e café da manhã é cerveja e biscoito.
Sai de casa na quinta a noite, direto pra Klazienaveen, passar a noite na casa dos tios, pra partir cedo na sexta. O festival aconteceu em Landgraaf, que fica bem no sul da Holanda, quase caindo do mapa. Acho que posso dizer que foi o final de semana mais desconfortável da minha vida, mas também o mais feliz. Acho que nunce estive tão feliz, sem interrupção, feliz, feliz, feliz.
Vi shows como Prodigy, Pixies, Mando Diao, Motorhead, Rammstein, John Mayer, Kate Nash, Green Day, Gogol Bordello, Florence and the Machine, Yeasayer, Gossip, Kasabian, Editors e etc.
Agora a surpresa final: apesar de estar na Europa, e os amplificadores não estarem estourados, ou o telão falhando e a produção impecável, preferia milhões de vezes ver tudo isso no Brasil. O povo europeu consegue a façanha de assistir uma banda como Motorhead ou Editors e simplesmente não se mexers, não vibrar, não cantar, não pular. Eles assistem tudo de braços cruzados, como se estivessem ouvindo um sermão do diretor da escola sobre ornitorrincos astecas vivendo no Alaska. Decidi que, como boa brasileira, não iria aderir e segui pulando e gritando. Quantas não foram as vezes que os holandeses tentaram me puxar pro chão, ou me pediram pra "gritar mais baixo", ou mudaram de lugar? Acho que se eu fosse parte de qualquer banda, não iria nunca pra Holanda. Gente sem graça.
Bom, voltando pra minha querida cidade [ou como diria o Raul, pro império faraônico de Coevorden], uma semana curtinha de aula e sexta a noite Schoolfest [fácil tradução]. Era uma festa a fantasia, e o negócio era se vestir de gente famosa. Eu contei 147 lady gagas, 87 Rihannas e algumas ke$has. Eu entrei na onda de ser ridícula e fui de Avril Lavigne. Pelo menos fui a única rebelde sem causa. Prêmio pra Li, que foi de Mad Heater e brilhou demais.
Sábado fomos pra despedida da Léa em Arnhem, e a noite foi ótima, mas o dia foi triste e eu sinto como se já estivesse voltando pro Brasil. Sinceramente, não quero voltar. Não quero messsssmo!
Domingo cheguei em casa doente e assim estou até agora. Arrumei meu armário, trabalhei no meu albúm de memórias e agora estou morrendo de vontade de assisir Christiane F. Não sei pq.
Relatos encerrados, vou pra estação Zoo.
beijos de Berlim
um novo
Há 14 anos

Nossa Li, o festival é lindo. Olha, é igual em DVD!
ResponderExcluirhaha
coitada de mim.
E olha, eu ainda não traduzi qualé a dessa Holandesada parada quieta em show. Acho que o único momento em que eu vi um Holandês agir adequadamente às regras de um bom fã de música foi no show do Green Day. Ou... a nossa energia que me faz imaginar isso (dúvida)
Porra mano, a gente estava nalôca.
Eu queria ter visto como tu ficou com Pixies, haha.
Agora, me explica o que no mundo é Mad Heater?
Obrigada e
gezondheid!
Uhuuul!
ResponderExcluirComentário pra animar! Tomei muito café hoje! Agora eu tô tremendo, odeio quando isso acontece!
aeee
uhuuul!
Ótimo post, tô no Brasil e tô com inveja, só isso!!
bjos