quarta-feira, 28 de julho de 2010

Ferias e acentos

Antes de qualquer coisa, aviso: prepare-se para um post cheio de erros gramaticais e sem acentos NENHUM!
E a justificativa eh muito simples: teclados israelenses nao tem tantos acentos quanto os brasileiros. Porem, eles levam vantagem, tendo isso: חדגכיגח גכיחגעדכ גכדיעדג
INCRIVEL!

Enfim, eu ando viajando e aproveitando minhas longas ferias de verao na Europa. No momento estou em Israel, mas ja estive em Portugal e estou atrasada pra burro nos relatos. La vamos:
Cheguei em Porto com o Iuri a mais ou menos 3 semanas atras. Nos hospedamos na casa da tia dele, que mora em Leiria. Aquela coisa de turista brasileiro: fomos a Lisboa, Fatima, Porto, comemos bacalhau, tomamos Guarana, falamos mal da Holanda e fomos incrivelmente FRUSTRADOS na hora de procurar algum lugar legal pra passar a noite. Aparentemente, portugueses nao curtem muito o por do sol e se trancam em casa depois de assisti-lo pela televisao. Mas nao se enganem. portugueses sao uma raca absolutamente simpatica, com aquele sotaque maravilhoso.
Certo dia, nos decidimos sair pra praticar o holandes. Entramos em todas as lojas falando Ik hou van jou e coisas do genero. Claro, pq somos muito fodas e PRECISAMOS mostrar isso em publico.
A noite, fomos a um bar, ainda sem falar portugues. Um espanhol, vestido a carater, fez questao de perguntar de onde nos somos. CLARO que eu esqueci que a final da copa do mundo seria HOLANDA X ESPANHA, e respondi com o maior orgulho: NETHERLANDS, BEST COUNTRY EVER! ele me encarou uns 30 segundos, tempo o suficiente pra que eu me lembrasse e tentasse arrumar o estrago: ...are you ready to lose?
tah, perdi o amigo e a coragem pra qualquer coisa. voltamos pra casa, falando portugues, e nunca mais voltamos ao tal do bar.

O resto da viagem a Portugal foi basicamente turismo. No bom sentido, claro, nao quero dizer turismo japones.

Bom, chegando em Israel as 4h30 da manha com 5 horas de atraso, nao consegui encontrar meus tios no aeroporto, me virei e peguei um taxi. O taxista nao entendeu meu sotaque brasileiro e ligou pra minha tia perguntando o endereco. CLARO que ela SURTOU e a familia toda entrou em PANICO, mas a essa altura eu ja tinha conseguido atingir a casa. As 6h da manha voltamos ao aeroporto e voamos pro sul de Israel. Uma cidade chamada Eilat, que fica no meio do deserto e eh chamda de "sin city". eu ainda nao sei o que sin city significa pra eles. acho que nunca vou saber.
Cheguei a casa 2 dias atras e ca estou. Uma das minhas primas vai comecar o exercito domingo, entao estamos no clima de despedida.

Voces nao sabem, mas familia judia eh ooooutro papo. maior delicia!

chega, vou embora.
נקןחםד גק שצםר

segunda-feira, 7 de junho de 2010

segundo copo

Insatisfações holandesas:

1- Holandeses nunca estão satisfeitos com a própria grama, então lotam de estrume pra cheirar bem gostoso
2- Holandeses nunca estão satisfeitos com o tempo, sendo esse um assunto que NUNCA esgota, seja com sua mãe, seja com um taxista
3 - Holandesas nunca estão satisfeitas com seus namorados, mas nunca estão solteiras, pq ninguém quer ficar pra titia, né?
4 - Holandeses não tem money problems, mas nunca estão satisfeitos com preços, então nunca compram nada e ficam reclamando que precisam arranjar um emprego
5 - Holandeses nunca estão satisfeitos com a Alemanha, mas adoram ir até lá para compras
6 - Holandeses nunca estão satisfeitos com suas determinadas cidades, então só falam de sair daqui [a maior parte deles nunca saiu de Drenthe]
7 - Holandeses nunca estão satisfeitos com uma língua só, então criam milhões de dialetos pra deixar tudo mais complicado
8 - Holandeses nunca estão satisfeitos de ouvir a mesma música, então gastam Lady gaga por mais de 6 meses
9 - Holandeses nunca estão satisfeitos com cerveja, então misturam com refrigerante
10 - Holandeses nunca estão satisfeitos com a cor do próprio cabelo, então pintam de todas as cores do arco iris

[este é o segundo post do dia, leia o anterior também]

beijos insatisfeitos

dois copos

segunda feira de férias, com chuva e resfriado.

Para não acumular muita coisa pra contar, vou falar dos meus dois últimos finais de semana, que foram...não sei bem o que eles foram.

enfim:
último final de semana de maio, juntamos as mãos e fomos, em família [tios e prima] ao Pink Pop. Festival de música de três dias, daqueles que você acampa, morre de frio, não toma banho,não vai no banheiro, só come batata frita e café da manhã é cerveja e biscoito.
Sai de casa na quinta a noite, direto pra Klazienaveen, passar a noite na casa dos tios, pra partir cedo na sexta. O festival aconteceu em Landgraaf, que fica bem no sul da Holanda, quase caindo do mapa. Acho que posso dizer que foi o final de semana mais desconfortável da minha vida, mas também o mais feliz. Acho que nunce estive tão feliz, sem interrupção, feliz, feliz, feliz.
Vi shows como Prodigy, Pixies, Mando Diao, Motorhead, Rammstein, John Mayer, Kate Nash, Green Day, Gogol Bordello, Florence and the Machine, Yeasayer, Gossip, Kasabian, Editors e etc.
Agora a surpresa final: apesar de estar na Europa, e os amplificadores não estarem estourados, ou o telão falhando e a produção impecável, preferia milhões de vezes ver tudo isso no Brasil. O povo europeu consegue a façanha de assistir uma banda como Motorhead ou Editors e simplesmente não se mexers, não vibrar, não cantar, não pular. Eles assistem tudo de braços cruzados, como se estivessem ouvindo um sermão do diretor da escola sobre ornitorrincos astecas vivendo no Alaska. Decidi que, como boa brasileira, não iria aderir e segui pulando e gritando. Quantas não foram as vezes que os holandeses tentaram me puxar pro chão, ou me pediram pra "gritar mais baixo", ou mudaram de lugar? Acho que se eu fosse parte de qualquer banda, não iria nunca pra Holanda. Gente sem graça.

Bom, voltando pra minha querida cidade [ou como diria o Raul, pro império faraônico de Coevorden], uma semana curtinha de aula e sexta a noite Schoolfest [fácil tradução]. Era uma festa a fantasia, e o negócio era se vestir de gente famosa. Eu contei 147 lady gagas, 87 Rihannas e algumas ke$has. Eu entrei na onda de ser ridícula e fui de Avril Lavigne. Pelo menos fui a única rebelde sem causa. Prêmio pra Li, que foi de Mad Heater e brilhou demais.
Sábado fomos pra despedida da Léa em Arnhem, e a noite foi ótima, mas o dia foi triste e eu sinto como se já estivesse voltando pro Brasil. Sinceramente, não quero voltar. Não quero messsssmo!
Domingo cheguei em casa doente e assim estou até agora. Arrumei meu armário, trabalhei no meu albúm de memórias e agora estou morrendo de vontade de assisir Christiane F. Não sei pq.

Relatos encerrados, vou pra estação Zoo.
beijos de Berlim

sábado, 22 de maio de 2010

Pra sair do buraco

acho que me superei em atraso dessa vez. eis que maio é um mês de piada para os holandeses, já que temos uma semana de férias de 29 a 7, mais quatro dia livres de 13 a 16 e um final de semana extendido, que é onde me encontro agora.

Mas, voltando muito no tempo, antes do freedom month começar, estive em Berlim com outros intercâmbistas, estive devastando florestas e queimando igrejas. Tá, isso só em teoria.
Mas como ninguém tem saco de ferro, vou contar resumidamente, como anda o mês de maio, que ainda tem muito pra caminhar.

Começou dia 29, véspera do feriado mais importante da Holanda, o dia da rainha. Como boa turista, me arrastei até Amsterdam pra passa o queens day and night na capital da holandesaria. Foi... interessante. Nada como assistir uma multidão vestida de laranja beber até cair, cantando Brasil, lalalalalalala, ou então pedindo todo mundo em casamento [que ao que tudo indica, não é um pedido exêntrico por esses lados].
Ganhei uma carona no dia seguinte, o que me privou de ver o caos nas estações de trem. Grandes festas implicam em apertar o botão de emergência no vagão número dois, e claro [porque não?] caminhar pelos trilhos até que se chegue a estação mais próxima. Não, eu não estava lá pra presenciar os trens parados e a espera de 6h30 para chegar até qualquer cidade, mas mesmo assim, vale lembrar que caos é caos, mesmo no primeiro mundo.
Chegando em casa sexta a noite pra viajar com a família pa Itália no sábado de manhã. A viagem foi ótima, em estilo Wesseling, que não se parece com o Avrichir, mas não necessariamente de um jeito negativo. Nossos interesses divergem muito, e enquanto eu queria exercer meu papel de cult no Vaticano e ver tudo tudo tudo, minha host famillie se interessava mais por outros tipos de atrações. Fim a fim, ao entardecere estavamos todos felizes. Em uma semana passamos por [insert nome da cidade], Roma e Firenze. A Itália é linda, sem mais.

De volta ao lar, com mais três dias de aula e novamente feriado, coloquei minha mochila e minha taiwanesa nas costas e fui a Paris. Ah, mon amour, tenho impressão de que eu era a única que nunca tinha visitado a cidade do amor ainda, mas tirando o atraso, papel de turista bem feito. Pernas pra que te quero e vimos todos os highlights, com guarda chuvas e casaco de inverno.

Agora que o feriado de Pinkster toma lugar, estou em casa, me preparando para um dia confuso, esperando uma ligação alemã e uma carona até Zwolle. Não me perguntem o que tem lá, ninguém teve a decência de me explicar. Só digo que ontem recebi a ligação mais bonitinha de uma das únicas amigAs que tenho no recinto, dizendo que tudo fica melhor quando o Brasil está junto. Ela pode estar me arrastando pra boca do inferno, mas meu coração é de manteiga!

Fora isso, voltando de Paris a primeira coisa que fiz foi subir na balança e checar quantos novos amigos estão zanzando dentro de mim. Quando me falaram que intercâmbio engorda eu não acreditei, mas os números não mentem, Sherlock.

Beijos de uma nova gordinha!

terça-feira, 13 de abril de 2010

Tradução ao pé da letra

queridos,
pra variar um pouco tenho mil coisas pra contar, preparem o saco de ferro de vocês, que eu preparo as pontas dos meus dedos.

nesse último mês continuei rodando a Holanda pra cima e pra baixo. Visitei Groningen duas vezes, Utrecht, Klazienaveen, Emmen, etc etc etc.

O feriado de páscoa aqui é mais comprido que no Brasil. Os holandeses comemoram tudo duplicado. Dois dias de páscoa, dois dias de natal.. e no segundo dia de festa, nada abre nas cidades, só as lojas de móveis e jardim. VAI SABER! já não entendo mais nada.

Digo que a páscoa começou quinta a noite, happy hour na balada local de Coevorden. Digo que não importa quantas milhões de vezes você vá lá, é sempre bom.
Sexta feira a noite apresentação da Big Band Coevorden, onde um amigo toca baixo. A coisa acabou cedo, rumamos para a casa de outro amigo, a coisa acabou tarde.

Os planos para sábado eram simples: acordar as 9h, ir para a estação de trem, encontrar a Jade no vagão, seguir pra Zwolle e atingir Utrecht. Mas, como nada nessa vida é simples, as coisas não foram tão bem quanto esperadas.
Recebo uma mensagem deseprtador as 7h30 da manhã, "acorda, vamos viajar!". Recebo uma ligação as 8h, "vamos pegar o trem meia hora mais tarde". recebo uma ligação as 9h "a estação de trem da minha cidade não está funcionando hoje, e agora?" recebo uma ligação as 9h15 "vamos para algum lugar mais perto". recebo uma ligação as 9h30 "posso pegar um busão pra sua cidade, mas vai demorar mais de uma hora". recebo uma ligação as 10h "consegui um ônibus mais cedo! me encontra as 11h na estação" saio de casa as 11h pra encontrar a paulista mais perdida do Brasil, e juntas chegamos em Utrecht ao meio dia.
Nosso dia na cidade foi lindo. Não fizemos ABSOLUTAMENTE NADA. choveu como se fosse 2012 e o ponto alto foi achar um bar que se propõe a vender todos os tipos de cerveja que existem. A emoção do dia foi roubar um cardápio. De volta ao lar as 22h, capotar. Mas quando eu digo que o dia foi lindo, não é irônia minha. A cidade é maravilhosae viajar de trem é sempre válido.

Domingo foi dia de família, caçar ovos na casa da vovó, café da manhã, almoço e janta. Segunda foi dia de mofar em casa, no segundo dia de páscoa [?].

Passados dois dias de aula, [terça e quarta] quinta feira começaram as provas, o que significa que estou praticamente de férias. Fiz as provas de física, biologia, inglês, música e matemática. NÃO PERGUNTEM COMO, mas eu fiz.

Sexta, logo depois da terminar a prova de biologia, rumei pra Groningen de novo, encontrar o Iuri e seus amigos, que por sinal são lindos e amores da vida. A noite não foi exatamanete como esperada. Além de cuidar de gente dando PT na festa mais falida da cidade, fui esquecida no centro, sem bicicleta, sem mapa, sem lenço nem documento.
Sábado, eu e o Iuri pegamos o ônibis pra Klazienaveen, comemorar o aniversário do Willian, pai da Jade, meu tio. Domingo mofamos por lá e depois terminei de mofar por aqui.
Hoje é terça e estou com o dia livre pra fazer meu trabalho sobre política, que consiste, basicamente, em traduzir 5 capítulos do livro. A cada frase que eu termino, a coisa faz menos sentido. Se você estava curioso pra saber como o holandês funciona, ei-lo:
Er bestaan afzonderlijke voorzieningen voor bepalde beroepsgroepen, zoals ambtenarem.

tradução: Possíveis benefícios privados no mercado de trabalho, para aqueles que possuem ocupação fixa.
AHAM, CLAUDIA!

me desligo, desesperadamente, para voltar aos meus beneficíos privados, já que minha ocupação é fixa.

beijos políticamente corretos

segunda-feira, 22 de março de 2010

Primavera/Verão

o termometro anda tão positivo que dá vontade de cantar. No primeiro dia de calor subimos direto pros 15ºC. vacilamos um pouquinho com chuva e 8ºC, e agora estabelecemos a média de 11ºC. Tiramos a cestinha de luvas e gorros da porta da frente e passamos o dia guardando roupas de inverno e tirando as de verão. Os jardins estão sendo refeitos, isso significa que a rua toda cheira a coco de vaca, mas é o cheior da primavera, do amor. que lindo!

Bom, costumo escrever de domingo, e como os finais de semana tem sido super corridos, estou dois domingos atrasada, o que significa que tenho muito o que falar.

Final de semana passado fui pra Amsterdam ver os outros intercâmbistas. Brasileiros, belgas, ecuatorianos, etc etc etc. O encontro era sábado, mas eu, meu pai, minhas irmãs e a Jade fomos sexta pra aproveitar a cidade. Red light district, bares mil, churrascaria gauchos, sex shop, sapatos, roupas, Dam Square, casa da Anne Frank, Madame Tussauds, pizzaria, roupas de novo, parque, caminhada, estação, trem, estação, Coevorden.
Cheguei em casa quase meia noite e pela primeira vez na história da Holanda, o domingo seguinte não foi morto! Acontece que em Dalen [5 km daqui] tem um parque aquatico aquecido. Fomos todos, voltamos, pizza, casa dos outros, bicicleta pra cacete. Fim do domingo. Casa e morrer.

Durante a semana é sempre a mesma coisa, então vou pular direto pro último fim de semana, que também não tive tempo de escrever.

Passei a sexta-feira no sotão com as minhas irmãs, salgadinho e grease. A melhor coisa que já fiz na vida foi introduzir a arte dos musicais antigos pras meninas. Agora ao invés de Akon e Pink elas cantam Grease e Mamma Mia. Acho válido.
Sábado cedo fui direto pra estação, visitar a Léa em Duiven. Ela mora em Duiven, mas nos encontramos em Arnhem, que é grande e agitada. Passamos o dia por lá, depois pegamos o trem pra Duiven. [detalhe importante: ´de Arnehm pra Duiven são duas estaçõs, 5 minutos de trem. A passagem de ida e volta custa 2,40. A viagem é tão curta que dentro do trem ninguém checa seu bilhete. Quem é que vai gastar essa fortuna pra nada? Todos clandestinos]
A noite voltamos pra estação pra cidade grande e aproveitar o sábado, De novo, sem bilhete. Acontece que eu sou uma pessoa de sorte e pela primeira vez na vida da NS, o cara que checa bilhetes resolveu passar. Detalhe importante número 2: se você é pego sem bilhete, tem que pagar uma multa de 80 e tantos euros. EU = PÂNICO!
Quando olhei pra trás e vi o bonitinho se aproximando resolvi ir procurar o banheiro e me esconder. Levantei tranquilamente, passei pela anta de uniforme e fui lá pra trás, onde ele já tinha checado todo mundo. Perguntei pra um grupo de meninos que pareciam estar bolando algum plano maligno: "onde é o banheiro?" um deles me olhou rindo e disse "não tem banheiro". EU = PÂNICO. sentei no banco na frente deles e falei "preciso me esconder, não tenho bilhete", ao que eles responderam "nós também!"
2,5 minutos de conversa de extrangeiro: "da onde você vem? que raios você tá fazendo aqui? no Brasil eles falam espanhol?" Desceram na primeira parada, e como holandês é uma coisa linda, me deram a passagem deles. Cheguei sã e salva sem multas em Arnhem. TCHANS!
Só depois fui descobrir que o cara que checa as passagens pegou um clandestino e desceu na primeira estação. Ou seja, ele não teria tido tempo de checar a minha passagem. E eu que achava que a Holanda era um país de respeito.

Domingo, competição de street dance da minha irmã de 13 anos. Não comento.
Cheguei em casa, comi e e capotei as 20h. dó de mim.

beijos clandestinos!

sábado, 6 de março de 2010

What time is it?

summer time! não exatamente.
estavamos felizes vivendo nesse calor insuportavel de 5 graus, mas agora voltamos a odiar a neve e soltar fumacinha pela boca.

Time of our lives!

Semana retrasada tive férias. Não me perguntem pq, do dia 20 ai 28, o norte da Holanda estava completamente livre de estudos. Porém, como meus amigos de escola foram todos pra Polonia com a escola, fiquei triste e só em Coevorden, decidi me virar e não ficar em casa.
Comecei a semana indo pra Stenweeijk [?] ver alguns dos brasileiros. Dois deles, pra ser mais exata, Raul e Eduardo. É ÓTIMO poder falar português, nem que seja só por algumas horas. To ficando craque nessa história de pegar trem, mas que é complicado sair de Coevorden, meu deus... Pra começo de conversa, a estação local só tem dois trilhos. Um deles vai pr Emmen, que é a parada final. O outro vai Zwolle, que já é uma cidade relativamente grande, e da estação de lá, dá pra ir pra qualquer lugar. Ou seja, a não ser que eu estja indo pra Emmen, eu sempre tenho que baldiar em Zwolle e/ou em algum outro lugar.
Terça feira foi dia de ir conhecer a Alemanha [ilegalmente, já que até semana passada meu visto não era permanente e eu não podia cruzar a fronteira.] Mas não fique super animadinhos, a fronteira da Alemanha dica a 2km daqui e não dá nem pra diferenciar a terra nazista da Holanda.
Pq fui até a Alemanha: enquanto meu amigos da escola se divertiam na Polonia, meus amigos de fora ficaram em Coevorden. O Tom, que fazia aniversário, e mora em Emlichheim chamou todas as pessoas que eu não conhecia pra um bed and breakfast. Foi ótimo, conheci 482938434 pessoas novas e mil vezes mais legais. Isso me rendeu um convite pra outra festa em Dalen, que fica a 5 km daqui.
Resultado: um desses novos amigos está apaixonado pela língua portuguesa e me pediu pra ensinar. O outro se ofereceu pra me dar aulas de baixo, o que significa que posso voltar a tocar, e o outro se ofereceu pra me mostrar Groningen, a grande cidade mais badalada da Holanda. LEIA-SE, a vida por aqui é linda.

Sábado de manha acordei e notei que a casa estava muito vazia. Sai do quarto e ouvi uma voz do além me chamando. era minha host mom, doente, assim como minhas duas irmãs, doentes. Aparentemente, tem um vírus passeando por aqui, e tá todo mundo pegando. Mas sem pânico, eu e meu host father continuamos saudaveis. Segunda voltei a ir pra escola, e hoje, sábado, cá estou.

fim dos meus infindaveis relatos!
beijos alemães!

[http://www.youtube.com/user/lilianavrichir?feature=mhw4 - parte 2]