segunda-feira, 22 de março de 2010

Primavera/Verão

o termometro anda tão positivo que dá vontade de cantar. No primeiro dia de calor subimos direto pros 15ºC. vacilamos um pouquinho com chuva e 8ºC, e agora estabelecemos a média de 11ºC. Tiramos a cestinha de luvas e gorros da porta da frente e passamos o dia guardando roupas de inverno e tirando as de verão. Os jardins estão sendo refeitos, isso significa que a rua toda cheira a coco de vaca, mas é o cheior da primavera, do amor. que lindo!

Bom, costumo escrever de domingo, e como os finais de semana tem sido super corridos, estou dois domingos atrasada, o que significa que tenho muito o que falar.

Final de semana passado fui pra Amsterdam ver os outros intercâmbistas. Brasileiros, belgas, ecuatorianos, etc etc etc. O encontro era sábado, mas eu, meu pai, minhas irmãs e a Jade fomos sexta pra aproveitar a cidade. Red light district, bares mil, churrascaria gauchos, sex shop, sapatos, roupas, Dam Square, casa da Anne Frank, Madame Tussauds, pizzaria, roupas de novo, parque, caminhada, estação, trem, estação, Coevorden.
Cheguei em casa quase meia noite e pela primeira vez na história da Holanda, o domingo seguinte não foi morto! Acontece que em Dalen [5 km daqui] tem um parque aquatico aquecido. Fomos todos, voltamos, pizza, casa dos outros, bicicleta pra cacete. Fim do domingo. Casa e morrer.

Durante a semana é sempre a mesma coisa, então vou pular direto pro último fim de semana, que também não tive tempo de escrever.

Passei a sexta-feira no sotão com as minhas irmãs, salgadinho e grease. A melhor coisa que já fiz na vida foi introduzir a arte dos musicais antigos pras meninas. Agora ao invés de Akon e Pink elas cantam Grease e Mamma Mia. Acho válido.
Sábado cedo fui direto pra estação, visitar a Léa em Duiven. Ela mora em Duiven, mas nos encontramos em Arnhem, que é grande e agitada. Passamos o dia por lá, depois pegamos o trem pra Duiven. [detalhe importante: ´de Arnehm pra Duiven são duas estaçõs, 5 minutos de trem. A passagem de ida e volta custa 2,40. A viagem é tão curta que dentro do trem ninguém checa seu bilhete. Quem é que vai gastar essa fortuna pra nada? Todos clandestinos]
A noite voltamos pra estação pra cidade grande e aproveitar o sábado, De novo, sem bilhete. Acontece que eu sou uma pessoa de sorte e pela primeira vez na vida da NS, o cara que checa bilhetes resolveu passar. Detalhe importante número 2: se você é pego sem bilhete, tem que pagar uma multa de 80 e tantos euros. EU = PÂNICO!
Quando olhei pra trás e vi o bonitinho se aproximando resolvi ir procurar o banheiro e me esconder. Levantei tranquilamente, passei pela anta de uniforme e fui lá pra trás, onde ele já tinha checado todo mundo. Perguntei pra um grupo de meninos que pareciam estar bolando algum plano maligno: "onde é o banheiro?" um deles me olhou rindo e disse "não tem banheiro". EU = PÂNICO. sentei no banco na frente deles e falei "preciso me esconder, não tenho bilhete", ao que eles responderam "nós também!"
2,5 minutos de conversa de extrangeiro: "da onde você vem? que raios você tá fazendo aqui? no Brasil eles falam espanhol?" Desceram na primeira parada, e como holandês é uma coisa linda, me deram a passagem deles. Cheguei sã e salva sem multas em Arnhem. TCHANS!
Só depois fui descobrir que o cara que checa as passagens pegou um clandestino e desceu na primeira estação. Ou seja, ele não teria tido tempo de checar a minha passagem. E eu que achava que a Holanda era um país de respeito.

Domingo, competição de street dance da minha irmã de 13 anos. Não comento.
Cheguei em casa, comi e e capotei as 20h. dó de mim.

beijos clandestinos!

sábado, 6 de março de 2010

What time is it?

summer time! não exatamente.
estavamos felizes vivendo nesse calor insuportavel de 5 graus, mas agora voltamos a odiar a neve e soltar fumacinha pela boca.

Time of our lives!

Semana retrasada tive férias. Não me perguntem pq, do dia 20 ai 28, o norte da Holanda estava completamente livre de estudos. Porém, como meus amigos de escola foram todos pra Polonia com a escola, fiquei triste e só em Coevorden, decidi me virar e não ficar em casa.
Comecei a semana indo pra Stenweeijk [?] ver alguns dos brasileiros. Dois deles, pra ser mais exata, Raul e Eduardo. É ÓTIMO poder falar português, nem que seja só por algumas horas. To ficando craque nessa história de pegar trem, mas que é complicado sair de Coevorden, meu deus... Pra começo de conversa, a estação local só tem dois trilhos. Um deles vai pr Emmen, que é a parada final. O outro vai Zwolle, que já é uma cidade relativamente grande, e da estação de lá, dá pra ir pra qualquer lugar. Ou seja, a não ser que eu estja indo pra Emmen, eu sempre tenho que baldiar em Zwolle e/ou em algum outro lugar.
Terça feira foi dia de ir conhecer a Alemanha [ilegalmente, já que até semana passada meu visto não era permanente e eu não podia cruzar a fronteira.] Mas não fique super animadinhos, a fronteira da Alemanha dica a 2km daqui e não dá nem pra diferenciar a terra nazista da Holanda.
Pq fui até a Alemanha: enquanto meu amigos da escola se divertiam na Polonia, meus amigos de fora ficaram em Coevorden. O Tom, que fazia aniversário, e mora em Emlichheim chamou todas as pessoas que eu não conhecia pra um bed and breakfast. Foi ótimo, conheci 482938434 pessoas novas e mil vezes mais legais. Isso me rendeu um convite pra outra festa em Dalen, que fica a 5 km daqui.
Resultado: um desses novos amigos está apaixonado pela língua portuguesa e me pediu pra ensinar. O outro se ofereceu pra me dar aulas de baixo, o que significa que posso voltar a tocar, e o outro se ofereceu pra me mostrar Groningen, a grande cidade mais badalada da Holanda. LEIA-SE, a vida por aqui é linda.

Sábado de manha acordei e notei que a casa estava muito vazia. Sai do quarto e ouvi uma voz do além me chamando. era minha host mom, doente, assim como minhas duas irmãs, doentes. Aparentemente, tem um vírus passeando por aqui, e tá todo mundo pegando. Mas sem pânico, eu e meu host father continuamos saudaveis. Segunda voltei a ir pra escola, e hoje, sábado, cá estou.

fim dos meus infindaveis relatos!
beijos alemães!

[http://www.youtube.com/user/lilianavrichir?feature=mhw4 - parte 2]

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Quem vai pra Amsterdam..

nunca mais volta. mesmo.

eis então a minha jornada:
sai de casa, de carona, as 8h da manhã, pronta para pegar o trem das 8h25. Pra chegar em Amsterdam saindo de coevorden é preciso:
1) pegar um trem até Zwolle
2) trocar de trem em Zwolle e ir até Amersfoort
3) Trocar de trem em Amersfoort pra Amsterdam central station
a viagem toda demora em torno de duas horas

Chegando na estação de Coevorden fui comprar meu bilhete e qual foi a minha surpresa ao descobrir que a máquina não aceita dinheiro, só moedas, ou cartão holandês, que obviamente eu não tenho. A passagem custa 40 euros e QUEM É QUE TEM 40 EUROS EM MOEDAS? Muito brasileiramente, comecei a pedir ajuda a todas as pessoas que estavam comprando bilhetes, fui até a tourist information e aparentemente, ninguém nunca entra lá e os caras não fazem a menor ideia de que existem turistas em coevorden. Resolvi a situação sozinha, pedi pra usar o cartão de uma menina e paguei de volta em dinheiro. No fim do drama, o trem já estava na estação e eu quase perdi.
Trocar de trem em Zwolle e Amersfoort foi fácil, e logo cheguei na Central Station. Liguei para o Fernando e ele disse que ia demorar mais uns 20 minutos, então sai da estação e fui dar uma volta. Achei a estação super pequena e fácil de encontrar e a cidade extremamente vazia. Estranho, central station não parecia ser no centro.
Quando finalmente o Fernando me liga, ficamos mais de 40 minutos tentando nos encontrar, até que finalmente resolvi pedir informação e descobrir que ESTAVA NA ESTAÇÃO ERRADA. De novo, muito brasileiramente, entrei em pânico.
Fim do drama, cheguei na estação central ao meio dia, sendo que deveria ter chegado as 10h30. Encontrei o Fernando e fomos direto para o McDonalds. Fiquei maravilhada com a cidade, agora sim vi o esteriotipo das drogas e do sexo. Em todo lugar que se entra, toda rua que se anda, todo turista que se vê, tudo envolve maconha e sexo.

Fomos então pra Dam Square, onde ficam as ruas principais e as grandes lojas. Escravizei o Fernando por algumas horas e finalmente consegui comprar coisas que não fossem filmes e cds. As 5h fomos pro museu da Vodka, museu do sexo, museu da maconha e red light district.
Difícil descrever o museu do sexo. Dificíl MESMO. Não quero dizer que é assustador, pq não é essa a palavra. É interessante, isso sim, mas ao mesmo tempo... O lugar tem quatro andares e milhões de salas. Fotos, esculturas, animações, vídeos, tudo tudo tudo que você queria saber sobre sexo mas tinha vergonha de perguntar.
O museu da maconha, por outro lado, é pequeno e não muito interessante. Vale a pena pela loja de conveniência, cheia de sementes e todo tido de planta e o que fazer com ela. O cara da loja também valeu os 9 euros.
A Red light district, infelizmente, está sendo "confiscada" pelo governo, por causa da quantidade de assaltos que tem acontecido por lá. Ñão conseguimos ver quase nada, sem contar que começou a nevar lá pelas 19h e as ruas ficaram vazias. Todo mundo sempre diz que Amsterdam é perigoso e etc, e eu nunca levei a sério, mas agora eu entendi. Muitos muçulmanos, indianos, turcos e etc nas ruas. Sei que os holandeses são preconceituosos, mas de fato é assustador. Muito pick pocket e assalto.

Fim do dia, marchamos de volta para a estação. Embarquei e chegando em Amersfoort, o trem estava quinze minutos atrasado, temperatura baixando e eu mal agasalhada. Após anos de espera, chegamos em Zwolle e eu tinha certeza que tinha perdido o último trem para Coevorden, mas os bonitinhos decidiram que por causa do atraso, eles iam deixar o trem das 10h30 esperando até as 11h30 pra partir. Leia-se, esperei mais de 40 minutos até começar a sair do lugar. Finalmente, chego em Coevorden a meia noite, quando deveria ter chegado as 11h. O Ard estava me esperando, voltamos pra casa e capotei.
Quem vai pra Amsterdam não volta vivo.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Há dias

faz dias que não escrevo. Decidi manter o blog, se você recebeu meu e-mail, vai entender rapidinho.

Hoje tivemos sport day. SPORT DAY, TIPO, DIA SÓ PRA ESPORTE NO GINÁSIO! como sou uma grande esportista, me inscrevi no grupo de badminton na esperança de ter que jogar pouco. Na prática, joga-se de duplas, mas os grupos eram quartetos para que os jogadores possam revezar. Tive um pequeno bate papo com meu grupo e deixei bem claro que sou PEPEPEPEPESSIMA e que se eles queriam ganhar, revezem-se sem mim. Acho que nos entendemos bem, pq dos cinco jogos, participie de 2 e só nos minutinhos finais.

Ah, a neve voltou com tudo hoje. A previsão era de uma nevasquinha fraca, mas o mundo congelou de novo. Não preciso nem dizer que saindo do ginásio levei um hiper tombo de bicicleta, acompanhada de dois pentelhos holandeses que fizeram questão de me acompanhar o caminho todo rindo e falando em grande estilo "jij fãll". É fácil misturar holandês com inglês, dificíl é entender.

Fora isso, semana passada fui em uma dessas festas caseiras e fiz questão de filmer todos os presentes em uma tentativa frustrada de falar holandês. assistam: www.youtube.com/lilianavrichir
Vale ainda comentar que as gêmeas [sietske e fena] vieram aqui conhecer a família antes da festa e passaram algum tempo em uma tentativo frustrada de falar português. A única frase que saiu intacta foi ROSCA FRITA. Eu ri por uns 40 minutos sem parar, mas rir sozinha não tem metade da graça.

bom, fico por aqui hoje. Já está ficando tarde!
Beijos fritos

domingo, 31 de janeiro de 2010

First night out - should be something

ok, talvez não seja exatamente a primeira, mas ontem fui pela primeira vez na balada local de Coevorden. Eles chamam de balada, mas é mais um pub com uma pista de dança. O lugar não é pequeno, dois andares, área pra fumantes, pista de dança e bar. Acontece que de finais de semana, a população local vai TODA pra lá, leia-se, 15 mil habitantes.

Ok, do começo: a Li veio pra cá umas 19h. Ela mora a uns 8 km de Coevorden e os pais dela nao queriam que ela viesse de bike muito tarde, então ela veio cedo e voltou pra dormir. Ela é de Taiwan e acho que não tá se dando muito bem com as pessoas daqui, ela é MUITO timida, então achei melhor ajudar.
Bom, saimos de casa umas 23h, e a neve começou umas 22h, leia-se, foi o tempo certinho pras ruas ficarem BRANCAS e CONGELADAS e ESCORREGADIAS e não parou de nevar até hoje de manhã.

Vivas, congeladas e felizes, chegamos no Rembrandt. O lugar é engraçado. Escuro, estreito e comprido, trilhões de bebidas que eu não conhecia e o preço de tudo é dois euros, ou seja, pros padrões locais é bem barato.
O cafofo bomba até umas 4h da manhã. A partir dai as pessoas começam a ir embora, então fiz o mesmo. Meus amigos holandeses SUPER LEGAIS E SUPER FOFOS acharam uma boa ideia acompanhar a brasileira até em casa, só que a estrada estava tão escorregadia que eu resolvi não pedalar, e só andar. Leia-se, andamos quase 2 km na neve, [eu, Li, sietske, kenny e richard]. Eu, o Kenny e o Richard fomos cantando a abertura de American dad e family guy o caminho todo. O bom de ter um amigo chamado kenny, punk, grande, mal e bobo [além do fato de que vc pode gritar OH MY GOD, THEY KILLED KENNY, o tempo todo] é que vc pode chamar ele de nazista, comunista, fazer MUITO peitinho , derrubar a bicicleta dele na neve QUE ELE NUNCA VAI REVIDAR! no final do dia ele ainda solta um "i'm starting to like foreigns, but only brazilians". G-E-N-I-A-L!


Sensacional mesmo é o cartaz na frente do Rembrandt anunciando a noite do dia 13 de fevereiro "CARNIVAL DE BRAZIL". eu não sei que língua o cara tentou usar no anúncio, mas com certeza não foi português. Não foi espanhol também, pq até onde eu sei, Carnival é inglês. ENFIM, dia 13 vou voltar lá pra ver como funciona. O cartaz prometia sexy brazilian dancers. QUAL A CHANCE.

eu tenho algumas poucas fotos de ontem: www.flickr.com/liavrichir caso alguém tenha interesse nessa vida de primeiro mundo.

ah, vale prestar atenção na frase que o Kenny fez questão de proferir. Até agora os holandeses tem se mostrado BELOS RACISTAS. Eles tem problemas com turcos e muçulmanos aqui, e vice-versa. Pelo o que todos contam, as pessoas imigram pra cá e vivem do dinheiro do estado, sem trabalhar. Frequentam as mesmas escolas que os locais e são muito violentos em relação aos holandeses.
Quando um holandes vê um negro, pardo ou que seja, CHUTA QUE É MACUMBA! As piadas racistas são infindaveus e muito pesadas. Imagino como seria a vida aqui se eu fosse negra, se eles me tratariam do jeito como tem tratado.

beijos de sexy racist brazilians!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

15 coisas que me fazem falta

1 - Ônibus sujos e lotados, mas que pelo menos eu sei da onde e pra onde vão
2 - GUARDANAPOS
3 - Requeijão
4 - Fazer piadas e ser entendida
5 - Nx Zero, fresno e etc tocando nas rádios. Deu de cantores holandeses e Pitbull o tempo todo
6 - Sol
7 - Trânsito
8 - Trancar a casa
9 - Almoçar algo que não seja sanduíche de algo doce
10 - Levantar as 7h da manhã e não ter que pedalar
11 - Fazer algo de tarde, que não seja ver tv e usar o computador
12 - Burlar as aulas de educação física
13 - Taxi
14 - Amigos que não cospem ou arrotam ou fumam o tempo todo
15 - Gente na rua. ONDE TÁ TODO MUNDO?!

sábado, 23 de janeiro de 2010

T.G.I Friday

Apesar do meu último post ser um pouco desanimador em relação aos próximos dias da minha nova vida, tenho coisas, coisas e coisas pra contar sobre o fim de semana que não prometia, mas cumpriu.

Como o colégio ainda está em provas eu e a outra intercâmbistas [Li, de Taiwan] resolvemos sair juntas e ir até Emmen, que é única cidade grande próxima. São uns 2o minutos de trem, sem problemas. Marcamos então as 14h na estação, eu iria para Emmen para encontrar a Jade [minho nova prima que mora em Klazienaveen e estuda em Emmen] e a Li e uma outra amiga iriam ao cinema. 13:45 lá estava eu, esperando por elas. Os trens saem de meia em meia hora pra Emmen, e eu esperei por ela até perder dois trens. Quando finalmente chegaram, as duas não conseguem comprar passagens pro trem. O problema era que o cartão dela estava bloqueado. Ao invés de me explicar o que acontecia, elas simplesmente DESISTIRAM de ir. Óbvio que eu precisava delas pra chegar em qualquer lugar fora do quintal de casa, e com muita luta consegui entender a situação e emprestar dinheiro pras duas ANTAS. Acho que dá pra imaginar como meu humor ficou [literalmente] congelado.
Enfim, a novela segue por páginas e páginas. Me perdi, peguei o ônibus errado, desci no ponto errado, paguei o que não devia, enfim, ala brasileira.

Em resumo, consegui encontrar a Jade em Klazienaveen e planejamos voltar a Emmen a noite. Acontece que o host pai da Jade, o William tem 38 anos e saiu pra night antes da gente, e nós demoramos tanto pra sair de casa que resolvemos deixar Emmen pra lá e ficar na cidadezinha mesmo. Fomos ao único bar do recinto, e ÓBVIO que encontramos o Willian lá.
O bar estava lotado de metaleiros estilo falidos, todos na faixa dos 30 pra cima e nós, pequenas garotinhas de 17 anos obviamente seriamos devoradas vivas pelos monstros de 3 metros. Imaginem uma cena de filme ruin, onde os monstros se transformam em crianças ligeiramente altas, sorrindo estupidamente e tentando arranhar um inglês sujo, tudo ao som de Rammstein e Matanza.
Ficamos por lá até umas 3h da manhã, fazendo piadas e ofensas em português, que obviamente eles acharam uma gracinha.

A noite acabou no snackbar ao lado do bar, com a tradicional carne de ovelha e música ruim. Vale mencionar o sobrinho do Willian, que tinha um nome do tipo Marko, sombrancelha taturana e cabelo de cebolinha. Ele tentou nos acompanhar a noite toda, e depois do lanche se despediu e foi para outra festa [não sem antes mencionar sua tatuagem do pikachu em lugares inadequados].

Conclusão da noite: os pais holandeses estão em eterna crise de meia idade, e não há nada de errado em tirar proveito disso.
[www.flickr.com/liavrichir]